Cuidar das emoções também faz parte do tratamento
Em um ambiente marcado por desafios, incertezas e momentos delicados, o Hospital Samaritano Campinas entende que cuidar da saúde vai além do tratamento clínico. A atuação da Psicologia Hospitalar é parte fundamental desse olhar integral, promovendo acolhimento emocional, escuta qualificada e humanização em todas as etapas da experiência do paciente.

A Psicologia Hospitalar atua nas Enfermarias adulto e infantil, UTIs geral, Coronariana, Pediátrica e Neonatal, além do Pronto-Socorro. “A psicologia no ambiente hospitalar é um espaço de acolhimento em meio ao adoecimento. Oferecemos ao paciente a possibilidade de expressar medos, angústias e incertezas, devolvendo a ele a autonomia possível naquele momento e validando seus sentimentos”, explica Elaine Cristina Alves Evangelista, psicóloga hospitalar.
Segundo ela, entre os principais desafios emocionais enfrentados estão o sentimento de impotência, o medo da morte e o sofrimento vivenciado por pacientes e familiares diante de diagnósticos graves. Em situações de fim de vida, por exemplo, o trabalho psicológico envolve o preparo emocional para o luto antecipatório, auxiliando famílias a ressignificarem o tempo vivido e a fortalecerem vínculos. “Na UTI Neonatal, por exemplo, acolhemos o luto do bebê idealizado ajudando os pais a reconstruírem vínculos e a validarem suas emoções diante de uma realidade inesperada”, destaca Elaine.
O trabalho da Psicologia Hospitalar também se integra de forma contínua às equipes multidisciplinares, contribuindo para decisões mais sensíveis e centradas no paciente. O diálogo constante com médicos, enfermeiros e demais profissionais permite compreender o estado emocional de cada pessoa atendida. “Quando a equipe entende o que o paciente está vivendo emocionalmente, consegue ajustar sua abordagem, tornando o cuidado mais humano e eficaz”, reforça a psicóloga.

Uma das iniciativas que simboliza esse cuidado para além da internação é o envio da Carta de Condolências aos familiares após o óbito. O projeto busca estender o acolhimento emocional, validando o luto e incentivando a lembrança do tempo vivido, das boas memórias e dos aprendizados compartilhados. “É uma forma de continuar presente, ajudando o familiar a se reencontrar com seu ente querido de um jeito novo, mesmo em meio à dor”, explica Elaine.
Feedbacks
Além do impacto direto no cuidado ao paciente, o trabalho da Psicologia Hospitalar também se reflete nos feedbacks recebidos de familiares e das próprias equipes assistenciais. Mensagens de agradecimento, visitas espontâneas e até gestos simbólicos, como o envio de flores, são relatos frequentes de familiares que se sentiram acolhidos emocionalmente em momentos de extrema dor. Para as equipes, a atuação da psicologia contribui para maior segurança no manejo de situações delicadas, fortalecendo o cuidado compartilhado e promovendo um ambiente mais sensível, empático e alinhado à humanização da assistência.
Para o gestor administrativo do Hospital Samaritano Campinas, Marcelo Domingues, a Psicologia Hospitalar é um pilar estratégico da experiência do paciente. “Cuidar da saúde emocional impacta diretamente a qualidade da assistência. Um paciente acolhido emocionalmente se sente mais seguro, confiante e colaborativo com o tratamento. Investir em psicologia hospitalar é reforçar nosso compromisso com um cuidado verdadeiramente humano, que considera o paciente em sua totalidade”, afirma.
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